Apresentamos aqui respostas a perguntas comuns sobre webquest.
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O que é webquest?
Webquest é uma investigação orientada, em que algumas ou todas as informações com as quais os estudantes interagem são originadas de recursos da Internet. Uma webquest é geralmente constituída de: Introdução, Tarefa, Processo, fontes de informação (também denominadas recursos), Avaliação e Conclusão.
Para utilizar a metodologia webquest é preciso softwares específicos?
Webquest não exige softwares específicos, além dos utilizados comumente para navegar na rede, produzir páginas, textos e imagens. Isso faz com que seja muito fácil usar a capacidade instalada em cada escola, sem restrição de plataforma ou soluções, centrando a produção de webquests na metodologia pedagógica e na formação de docentes.
Como o professor entra na história?
De duas maneiras. Como autor de webquest, planejando tarefas que engajem os alunos em atividades que favoreçam o pensar sobre o pensar (metacognição). Como tutor, que acompanha e dá apoio às buscas dos alunos durante os processos de trabalho exigidos pela Tarefa.
As webquests vão substituir os livros didáticos?
Não. Um dos princípios do modelo criado por Bernie Dodge é o de que as situações de aprendizagem precisam favorecer contatos (dos alunos) com materiais autênticos. Ou seja, é preciso fazer com que os alunos trabalhem com as fontes de informação comuns de nosso cotidiano (artigos, revistas, relatórios, sites da Web etc.). De certa forma, esse princípio contém uma crítica velada aos livros didáticos, que não são autênticos (no geral descontextualizam as informações). Webquests não substituirão livros didáticos, mas reforçarão a tendência, já presente na Pedagogia Freinet, de diminuir ou até eliminar o uso de livros didáticos em algumas áreas de saber. Este comentário não esgota o assunto. A questão dos limites do didatismo e da necessidade de materiais autênticos merece mais discussão.
Qual a conduta básica para que uma webquest tenha "alma"?
Não há conduta básica. A "alma" é função da Tarefa. Propostas de trabalho que engajam os alunos nas tramas do aprender dão alma à webquest. Propostas de trabalho com teor burocrático, formalistas, demasiadamente escolarizadas resultam em webquests sem "espírito".
Quem deve vislumbrar o problema a ser resolvido, o professor ou os alunos?
No modelo criado pelo educador americano Bernie Dodge, a escolha do problema é um trabalho do professor. Embora existam coincidências entre o trabalho de Dodge e a Escola Nova, a orientação adotada por Dodge ressalta que certas escolhas devem ser feitas pelos adultos e/ou por pessoas que têm um domínio sobre a área de saber.
A webquest pode ser utilizada na universidade? Em língua portuguesa, comunicação e expressão, lingüística?
Sim, pode-se elaborar webquests para o ensino universitário. Uma webquest é sobretudo criar na Web ambientes favorecedores de aprendizagem. Professores de nível superior podem criar tais ambientes em suas disciplinas e/ou áreas de estudo. É bom reparar que webquest é uma proposta de como organizar estudos investigativos contando com recursos existentes na Internet. As exigências investigativas do ensino superior podem, portanto, casar-se muito bem com o espírito do modelo criado por Bernie Dodge.
Como o professor media o processo de pesquisa para que o aluno alcance a metacognição e, portanto, aproprie-se desse processo?
Boas webquests criam situações que exigem transformação de informações. Não estão voltadas para conteúdos. Têm como alvo determinados processos cognitivos. É por essa razão que a Tarefa é tão importante numa webquest, pois o fazer dos alunos os prepara para aprender a aprender, lidar com incertezas, usar velhas informações com novos sentidos etc.